sábado, 8 de maio de 2010

quando a gente se percebe mãe

O doutor pedia os dados, históricos de saúde familiares, doencinhas, essas coisas que a gente fornece quando vai num médico novo. Eu contava as historietas que sabia pela milésima vez, mas, dessa vez, não era sobre mim.

E falar em nome de uma segunda pessoa, do meu filho, foi uma experiencia de responsabilidade e afeto única. De cativar e ser responsável por alguém, que nem tá no pequeno príncipe (de que tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas).

Feliz dia das maes pras mamaes aí. Especialmente pras blogeras que escrevem sobre maternidade, filhos, amamentação. É muito bom poder compartilhar a maior e a melhor onda tsunami das nossas vidas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

a gente tem saudade de tudo...



Agora se foi o Pena Branca, esse doce.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Muuu da vaca leiteira e Piu do passarinho faminto



Ziquinho já tá com quase dois meses e é um bebê risonho e tranquilo. Não teve cólicas (valeu a dica da tia pediatra: colocar o menino pra mamar sempre meio em pé ou sentadinho, e não deitadão no colo) e mama maravilhosamente bem. No começo ficava com a boquinha aberta, procurando o peito, o que lhe valeu o apelido de filhote de passarinho faminto. Agora ele já abre a boca e vai direto ao ponto, super mamão!

E eu adoro a equação: ele mama + engorda + cresce = eu amamento + emagreço + caibo nas roupas. E já passei da fase dos mamilos doídos, então é basicamente puxar o peitão pra fora a cada (pequena) choradinha. Os mamilos ficaram doídos só no primeiro mês. Apesar de não terem rachado, eles sofreram com a sucção frequente até se acostumarem. Tem também o fator bebê-iniciante: assim como eu não sabia amamentar, o Bê também não sabia como sugar. A gente foi se entendendo aos poucos e, quando dei por mim, não doía mais nada.

Mas o peito vaza leite, viu? Olha que eu uso os absorventes de leite, mas é só dar um mole e a roupa (minha e dele) já tá toda leitosa. Tenho quatro tipos de absorventes:

1. os que vêm com os sutiãs de amamentação: são uma porcaria. Não absorvem nada, nem vale a pena usar ou comprar similares.

2: os absorventes em gel Mamare: são bem legais, principalmente nas primeiras semanas quando o peito tá ultra sensível. Eles são meio geladinhos e grudam no peito sem machucar. Dá um bom alívio. O problema que vi neles foi só quando eu queria usar a pomadinha para o peito não rachar (ou seja, sempre). Eles ficavam melecados, absorção diminuia e o prazo de validade deles também. Então acabei deixando os mamare para quando o que eu queria mais era um aliviozinho refrescante nos peitos.

3. absorventes de algodão. Ganhei da minha mãe quando ela foi aos Estados Unidos e voltou com um enxovalzão de neném. Esses são meus preferidos. É só uma rodela de algodão branco grosso, mas absorve muito e é muito confortável. Também pode melecar à vontade com a pomada: lavou, tá novo. Não sei se tem aqui no Br, mas se tiver é investimento certo.

4. Absorventes descartáveis da Lansinoh. É a mesma marca daquela pomada de lanolina milagrosa, que salva os peitos das rachaduras. Sabe o que parecem? Aqueles absorventes de dia-a-dia, bem fininhos, só que redondos. Dá pra achar na internet fácil, com entrega no Brasil. São eficientes, descartáveis e não marcam as roupas, mas implico com a quantidade de lixo que geram: uma caixa de papelao com sessenta absorventes descartáveis embalados em plástico um a um. É muito descarte, prefiro lavar os de algodão.


De resto posso dizer que amamentar é cansativo, especialmente às 5 da manhã, mas é uma delícia mesmo assim. E aquela olhadinha que eles dão pra gente junto com a mãozinha pousada no peito, ah, é demais.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

sei lá, sei lá, a vida é um grande peitão...



Fiquei tanto tempo fora do ar, ou melhor, fora da rede que nem sei por onde começar! Acho que o melhor é dizendo que a casa transborda felicidade com o nosso baby!

Ziquinho é um bebê lindo-fofolito. Dá o trabalho que qualquer bebê dá (chora-mama-caga-dorme, não necessariamente nesta ordem), mas, por incrível que pareça, bem menos do que eu estava esperando - virginiana, sabe como é, já tinha lido trocentos relatos punk sobre tudo que pode acontecer com bebês e suas mães.

E aí que cada dia é tão novo que parece que tenho dezenas de assuntos diferentes que são tão aqui de dentro de casa que nem sei se interessam a alguém (bem, talvez às avós...).

Tem o cocô explosivo que ele fez três vezes hoje, sujando uma infinidade de roupas e coisas, mas dando a oportunidade à mamãe de estrear as três roupinhas novas num só dia!

Tem o adorável momento da soneca da tarde ao som de João Gilberto, como o pai escreveu aqui.

E tem a história do parto, que foi cesariana, apesar do meu desejo de normal. Vou começar por essa aí, antes que eu esqueça das sensações e comece a fantasiar cor-de-rosa demais.

O menino tinha duas circulares de cordão no pescoço e uma no tórax e ainda estava em posição posterior. Ou seja, era melhor não arriscar. Eu tinha pavor de cesariana, nunca tinha tomado ponto na vida e ainda tenho alergia à um monte de remédios. Mas sabe que foi bem mais tranquilo do que eu esperava? Claro que fiquei com medo e não dormi na noite anterior, achando estranhíssimo ter que marcar a data do nascimento. Chegando na maternidade, a equipe toda foi tão carinhosa que fui relaxando. E as agulhadas mal doeram. Mas importante mesmo foi o Daniel lá do lado, segurando minha mão. Aí não tinha erro.

Bernardo nasceu lindão e todo perfeitinho. O parto foi rápido, muito rápido e todo o resto do procedimento (acho que) também. Depois que vi o rostinho dele saindo de mim, não prestei atenção em mais nada, nem no tempo, nem em ninguém, só queria ficar logo com ele no colinho.

Depois teve toda aquela recuperação da cesária, que é meio chata mesmo. O ranking das piores coisas da recuperação: a tremedeira incontrolável que dá quando voce tenta levantar no dia seguinte (pelo menos passa logo); o tempo que voce leva até conseguir fazer xixi (mesmo apertadíssima) na comadre depois que te tiram a sonda; andar (e TEM que andar) que nem uma avestruz desmilinguida por causa da dorzinha insistente no local do corte; e last but not least... o temível croquetinho de pele dormente que sobra em cima do púbis (confesso que pra isso eu não tava preparada). Mas tudo acaba passando rápido e eu tinha mais em quem pensar...

A amamentação começou bem demais. O Bê parecia um filhote de passarinho faminto buscando minhoca, ops, meus peitos. Pegou rápido e eu usei a maravilhosa Lansinoh, presente da querida Marina, do blog casa do caramujo. É um investimento e tanto, viu? E nem precisa fazer estoque não, basta umazinha. Ela protege tanto os peitões que logo logo você já cria "o calo". Aí não dói mais amamentar. A Lansinoh também tem umas versões nacionais, mais em conta. Mas mãe nenhuma devia deixar de usar essas pomadinhas milagrosas de lanolina. Eu usava até antes de ir pro banho por causa dos mamilos ultra-sensíveis.

E ele cresceu tanto, engordou outro tanto, já descobriu tanta coisa neste pouco mais de um mês que eu nem acredito que o tempo possa ser tão relativo. Agora ele ri aos montes, especialmente com carinhos na bochecha. Irresistível.

Não é incrível que este bebê tenha sido gerado dentro de mim e que de mim saia toda a alimentação dele? Caramba, como é que tiveram uma idéia fantástica dessas? Eu amo essa minha fase vaca leiteira provedora.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bernardo nasceu!



Nasceu, nasceu, nasceu! É lindo, foi tudo bem tranquilo e agora eu só penso nele! Tô um verdadeiro clichê de mãe. Prometo que escrevo mais e posto fotos e tudo, mas é que agora... ah, agora eu vou lá dar de mamar!

Ah, Dita, tô vaca leiteira que nem voce! ô delicia.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Só mais um mês


Li muito por aí que o último trimestre da gravidez é punk: tudo cansa, tudo dói, tudo incomoda e dá vontade de parir logo. Pois é, até semana passada eu tava tranquilinha, indo à praia, trabalhando (embora com uma baita preguiça), fazendo pilates e tudo mais. Seguindo a rotina, enfim.

Só que esquentou no Rio de janeiro. Muito, muito mesmo. E minha pressão baixou e eu cansei. Cansei de andar, de me exercitar, de comprar, de sair. Só penso em descansar no ar condicionado até parir. Até que o saldo é positivo, só senti o pesão da barriga e todo o cansaço agora, a um mês de parir. E também dei pra sentir falta de ar e dorzinhas na coluna (fora a azia que me acompanhou desde os primeiros meses). Mas quando eu penso na infinidade de coisas que ainda faltam (parece inesgotável), já me dá moleza. Tenho que resolver os presentes de natal da familia inteira antes do parto, ou seja, até o final de novembro porque depois, hahahaha, até parece... O chá de fralda é na semana que vem, ainda falta montar o quarto (eu sei, eu sei, tá em cima da hora), lavar e arrumar as roupinhas e... ah, acho que vou parar por aqui. Vai dar tempo? Obvio que sim. Mas é que tudo cansa só de pensar.

E a parte mais cansativa de todas ainda nem começou... Ainda bem que é também a parte mais feliz.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

adeus ao maior antropólogo de todos

Lévi-Strauss morreu no dia das bruxas, em plena exuberância de lua cheia, aos 100 anos. E eu apertei a mão dele quando estive em Paris... parecia uma tartaruguinha fora do casco.

Que seja muito lido para sempre.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

o Dia "P" e uma resposta pra Katiane


/>E o dia 29 de outubro passou de novo! Para quem nao sabe, esse é o Dia de Combate à Psoríase, uma doença muito mala (qual nao é?) sobre a qual eu escrevi há um ano atrás aqui. Para falar a verdade, só me lembrei porque recebi um comentário da Katiane no post antigo. Ótimo sinal pra mim: não lembrar significa que não tenho motivo, ou seja, nenhum traço de psoríase na minha pele. Fogos de artifício internos espocam dentro de mim: amanha vou na manicure comemorar.

Mas é claro que a coisa toda me sensibiliza e mais ainda por ter, de alguma forma, sensibilizado a Katiane. E fiquei devendo uma resposta pra ela sobre a mudança na alimentação de que falei anteriormente, então aí vai.

Quando eu comecei a seguir um caminho de tratamento mais alternativo, com acupuntura e homeopatia, foi inevitável começar a pesquisar mais sobre alimentação e eu descobri umas coisas que funcionaram muito bem pra mim. Espero que funcionem pra voce também, Katiane, mas acho que o mais importante é prestar muita atencão no que voce come. Eu, por exemplo, me entupia de coisas industrializadas, biscoitos com corantes, muito carboidrato refinado, friturinhas, enfim, péssimo. Como eu nao engordava, nao estava nem aí. Até que percebi que as mudanças podiam me fazer bem. Substituí os biscoitos salgadinhos por nozes e castanhas. Virei uma amiga da cenoura a qualquer hora (principalmente num suco chamado 3 em 1: cenoura, laranja e beterraba), comecei a comer muito inhame, que é excelente pras inflamações da psoríase e arroz integral. Tomava chá verde com calêndula (é cicatrizante) e evitava coisas muito condimentadas que pioravam a coceira (molho shoyo me fazia bastante mal, talvez por ser cheio de glutamato monossódico). No início procurei uma nutróloga, que me orientou nas primeiras mudanças, mas depois resolvi me informar mesmo. Passei a comer infinitamente melhor e restringindo as gulodices. Claro que comia bobagens, mas passei a prestar muito mais atenção quando comia e os efeitos que aquilo me causava.

Alguns blogs na internet podem ajudar bastante nesse caminho da alimentação, embora eu nunca tenha encontrado nada especificamente para tratar gente com psoríase:

A Pat Feldman tem um blog ótimo para quem quer comer melhor

A Sonia Hirch tem uma série de livros excelentes e um blog com muitos textos bons (ela que me fez apostar no inhame)

Ah, uma coisa que não tem nada a ver com alimentação, mas é incrível: Sabonete de Aroeira! Quanto mais natureba (sem conservantes, corantes, etc), melhor. Eu comprava uma marca bem artesanal no Recife. Uma dica: os melhores são bem rosas, quase roxos.

Espero ter ajudado um pouquinho. Qualquer dúvida, pergunta, desabafo, por favor fique à vontade! Uma das piores coisas dessa doença é a certeza de que ninguém entende o que você tá passando.

A foto é do final de 2006, na Bahia, quando eu disse adeus à psoríase pra nunca mais. Muito axé.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

E a barriga descansa!

Depois da mega maratona no teatro, a rotina vai ser essa agora! Para completar, tô passando uns dias na casa da minha mãe porque o Dani tá na Argentina. Então, além da prainha quando o tempo colabora, não tenho que me preocupar com comida (saudável e gostosa) e sou MUITO paparicada pela família toda. Ê vidão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

crítica no Almanaque Virtual!



Saiu no Almanaque Virtual uma crítica na nossa peça, A + Forte, feita pelo Herbert Bastos! Tão feliz que eu tô, foi uma crítica bem positiva. Olhem lá.

Esse é nosso último final de semana, sinto uma mistura de realização, um pouco de melancolia e muita felicidade por ter conseguido chegar tão longe. É possível sentir tudo isso junto?

Agora, no sétimo mês, vou colocar as pernas pro ar, cuidar dos afazeres de bebê - digo, arrumar o quarto, terminar o enxoval e marcar chá de fralda - e receber uns mimos. Mal posso acreditar que trabalhei direto seis dias na semana (sendo três na peça e três em uma pesquisa de antropologia de que faço parte) nos últimos dois meses. O "dia de folga" da semana era preenchido com pilates, drenagem linfática, consultas, exames, compras... Costumo dizer que tenho trabalhado muito mais do que se eu não estivesse grávida. E isso foi ótimo até agora. Não fiquei uma grávida-só-grávida, minha vida toda girou junto e cresceu que nem minha barriga.

Ano que vem faremos A + Forte de novo e quem sabe em outros cantos (né, Dita?). O Bernardo vai junto com a trupe e, claro, fora da barriga! Aliás, ou a minha querida parceira de cena, Patrícia, se empolga e encomenda um barrigão também ou teremos que providenciar uma barriga postiça! É engraçado que muita gente que não me conhece, depois de ver peça, se impressiona quando eu digo que a barriga não é falsa. E os que me conhecem muitas vezes ficam preocupados com as minhas posturas, respiradas e caras em cena, achando que, como a peça é forte e tensa pacas, eu possa estar passando mal. Que nada! É só bom, e muitíssimo divertido sentir o Bernardo mexendo em cena!!