
Fiquei tanto tempo fora do ar, ou melhor, fora da rede que nem sei por onde começar! Acho que o melhor é dizendo que a casa transborda felicidade com o nosso baby!
Ziquinho é um bebê lindo-fofolito. Dá o trabalho que qualquer bebê dá (chora-mama-caga-dorme, não necessariamente nesta ordem), mas, por incrível que pareça, bem menos do que eu estava esperando - virginiana, sabe como é, já tinha lido trocentos relatos punk sobre tudo que pode acontecer com bebês e suas mães.
E aí que cada dia é tão novo que parece que tenho dezenas de assuntos diferentes que são tão aqui de dentro de casa que nem sei se interessam a alguém (bem, talvez às avós...).
Tem o cocô explosivo que ele fez três vezes hoje, sujando uma infinidade de roupas e coisas, mas dando a oportunidade à mamãe de estrear as três roupinhas novas num só dia!
Tem o adorável momento da soneca da tarde ao som de João Gilberto, como o pai escreveu
aqui.
E tem a história do parto, que foi cesariana, apesar do meu desejo de normal. Vou começar por essa aí, antes que eu esqueça das sensações e comece a fantasiar cor-de-rosa demais.
O menino tinha duas circulares de cordão no pescoço e uma no tórax e ainda estava em posição posterior. Ou seja, era melhor não arriscar. Eu tinha pavor de cesariana, nunca tinha tomado ponto na vida e ainda tenho alergia à um monte de remédios. Mas sabe que foi bem mais tranquilo do que eu esperava? Claro que fiquei com medo e não dormi na noite anterior, achando estranhíssimo ter que marcar a data do nascimento. Chegando na maternidade, a equipe toda foi tão carinhosa que fui relaxando. E as agulhadas mal doeram. Mas importante mesmo foi o Daniel lá do lado, segurando minha mão. Aí não tinha erro.
Bernardo nasceu lindão e todo perfeitinho. O parto foi rápido, muito rápido e todo o resto do procedimento (acho que) também. Depois que vi o rostinho dele saindo de mim, não prestei atenção em mais nada, nem no tempo, nem em ninguém, só queria ficar logo com ele no colinho.
Depois teve toda aquela recuperação da cesária, que é meio chata mesmo. O ranking das piores coisas da recuperação: a tremedeira incontrolável que dá quando voce tenta levantar no dia seguinte (pelo menos passa logo); o tempo que voce leva até conseguir fazer xixi (mesmo apertadíssima) na comadre depois que te tiram a sonda; andar (e TEM que andar) que nem uma avestruz desmilinguida por causa da dorzinha insistente no local do corte; e last but not least... o temível croquetinho de pele dormente que sobra em cima do púbis (confesso que pra isso eu não tava preparada). Mas tudo acaba passando rápido e eu tinha mais em quem pensar...
A amamentação começou bem demais. O Bê parecia um filhote de passarinho faminto buscando minhoca, ops, meus peitos. Pegou rápido e eu usei a maravilhosa Lansinoh, presente da querida Marina, do blog
casa do caramujo. É um investimento e tanto, viu? E nem precisa fazer estoque não, basta umazinha. Ela protege tanto os peitões que logo logo você já cria "o calo". Aí não dói mais amamentar. A Lansinoh também tem umas versões nacionais, mais em conta. Mas mãe nenhuma devia deixar de usar essas pomadinhas milagrosas de lanolina. Eu usava até antes de ir pro banho por causa dos mamilos ultra-sensíveis.
E ele cresceu tanto, engordou outro tanto, já descobriu tanta coisa neste pouco mais de um mês que eu nem acredito que o tempo possa ser tão relativo. Agora ele ri aos montes, especialmente com carinhos na bochecha. Irresistível.
Não é incrível que este bebê tenha sido gerado dentro de mim e que de mim saia toda a alimentação dele? Caramba, como é que tiveram uma idéia fantástica dessas? Eu amo essa minha fase vaca leiteira provedora.