
/>E o dia 29 de outubro passou de novo! Para quem nao sabe, esse é o Dia de Combate à Psoríase, uma doença muito mala (qual nao é?) sobre a qual eu escrevi há um ano atrás
aqui. Para falar a verdade, só me lembrei porque recebi um comentário da Katiane no post antigo. Ótimo sinal pra mim: não lembrar significa que não tenho motivo, ou seja, nenhum traço de psoríase na minha pele. Fogos de artifício internos espocam dentro de mim: amanha vou na manicure comemorar.
Mas é claro que a coisa toda me sensibiliza e mais ainda por ter, de alguma forma, sensibilizado a Katiane. E fiquei devendo uma resposta pra ela sobre a mudança na alimentação de que falei anteriormente, então aí vai.
Quando eu comecei a seguir um caminho de tratamento mais alternativo, com acupuntura e homeopatia, foi inevitável começar a pesquisar mais sobre alimentação e eu descobri umas coisas que funcionaram muito bem pra mim. Espero que funcionem pra voce também, Katiane, mas acho que o mais importante é prestar muita atencão no que voce come. Eu, por exemplo, me entupia de coisas industrializadas, biscoitos com corantes, muito carboidrato refinado, friturinhas, enfim, péssimo. Como eu nao engordava, nao estava nem aí. Até que percebi que as mudanças podiam me fazer bem. Substituí os biscoitos salgadinhos por nozes e castanhas. Virei uma amiga da cenoura a qualquer hora (principalmente num suco chamado 3 em 1: cenoura, laranja e beterraba), comecei a comer muito inhame, que é excelente pras inflamações da psoríase e arroz integral. Tomava chá verde com calêndula (é cicatrizante) e evitava coisas muito condimentadas que pioravam a coceira (molho shoyo me fazia bastante mal, talvez por ser cheio de glutamato monossódico). No início procurei uma nutróloga, que me orientou nas primeiras mudanças, mas depois resolvi me informar mesmo. Passei a comer infinitamente melhor e restringindo as gulodices. Claro que comia bobagens, mas passei a prestar muito mais atenção quando comia e os efeitos que aquilo me causava.
Alguns blogs na internet podem ajudar bastante nesse caminho da alimentação, embora eu nunca tenha encontrado nada especificamente para tratar gente com psoríase:
A Pat Feldman tem um blog ótimo para quem quer comer melhorA
Sonia Hirch tem uma série de livros excelentes e um blog com muitos textos bons (ela que me fez apostar no inhame)
Ah, uma coisa que não tem nada a ver com alimentação, mas é incrível: Sabonete de Aroeira! Quanto mais natureba (sem conservantes, corantes, etc), melhor. Eu comprava uma marca bem artesanal no Recife. Uma dica: os melhores são bem rosas, quase roxos.
Espero ter ajudado um pouquinho. Qualquer dúvida, pergunta, desabafo, por favor fique à vontade! Uma das piores coisas dessa doença é a certeza de que ninguém entende o que você tá passando.
A foto é do final de 2006, na Bahia, quando eu disse adeus à psoríase pra nunca mais. Muito axé.